Rush


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Rush – No limite da emoção.

Um dos melhores filmes sobre corrida de automobilismo, se não  até melhor que o clássico Grand Prix com James Garner,de  1966, com o diretor  John Frankenheimer .Assisti no extinto cinema Astor de Porto Alegre, 1968, esquina da Benjamin Constant com Cristovão Colombo( são 2hs e 3 min de pura emoção)Cenas com câmeras e capacetes nos carros do mundo da Fórmula  1.Rugido ensurdecedor .Desempenhos magníficos da dupla Chris Hems Nort e Daniel Brühl, respectivamente nos papeis de James Hunt e  Nicki Lauda .   Memorável .Um dos 10 melhores filmes de 2013!

Obs : Ia esquecendo. Na década de 70, a fórmula 1 era pura adrenalina,morria  1 – 2 pilotos por temporada(Hoje  é pura monotonia e  tecnologia, acompanhado pela rede globo ) A cena da  volta de Niki Lauda as pistas após  seis semanas do acidente  ainda cheio de curativos das queimaduras sem  a metade  da orelha , e o capacete sobre as feridas, é  de arrepiar!

 

 

Rush retrata a disputa de dois dos maiores pilotos da história do automobilismo que foi a temporada mais emocionante da Fórmula 1.

 

O inglês James Hunt e o austríaco Niki Lauda foram rivais  tão ferozes nas pistas de Fórmula 1 dos anos 70 quanto Muhammad Ali e Joe Frazier nos ringues de boxe. O antagonismo, de tão simétrico. Os dois corredores eram o oposto um do outro não só no estilo de direção, mas também fora das pistas. Lauda, que seria tricampeão  do esporte, guiava sua Ferrari de forma responsável e era famoso pelo talento natural para atuar ao lado de engenheiros na construção dos melhores carros, o que lhe dava vantagens extra. Hunt pilotava de forma bem agressiva e era conhecido por ultrapassagens ousadas.Longe do autódromo,o autriaco era homem de uma mulher só, falava pouco e evitava holofotes. Já seu rival virou referência de bon-vivant: andava rodeado de beldades – mesmo quando estava casado com a modelo Suzy Miller, que o trocou pelo ator Richard Burton - , participava de orgias, abusava de drogas e enchia a cara de champanhe um dia antes das corridas (provavelmente por causa de todos esses excessos, Hunt morreu em 1993, aos 45 anos, de um ataque cardíaco).A competição entre os dois  teve seu ápice na temporada de 1976, a mais emocionante da Fórmula 1. Hunt saiu campeão  - e  Lauda quase saiu morto: um acidente violento  na Alemanha deformou sua face. Esse é o centro de Hush – No Limite da Emoção  (Rush,Estados Unidos,2013)

 

O filme do diretor americano Ron Howard, ganhador do Oscar por Uma Mente Brilhante (2001),sustenta-se nessa intensa rivalidade. A primeira impressão de quem vê os trailers e até  mesmo os minutos inicias do longa é que a grande estrela será o galã australiano Chris Hemsworth , no papel de Hunt. Hemsworth, famoso por interpretar o deus nórdico Thor nas séries de filmes de super-heróis da Marvel, é eficiente: dá ao piloto ares de um 007 das pistas, com direito a um “Hunt. James, Hunt” – assim o corredor se apresenta a uma enfermeira, pouco antes de levá-la para a cama , ou, mais exatamente, para a enfermaria, onde ela o agarra. Descontados alguns trejeitos caricaturais que ás vezes lembram a irritante verão que criou de seu super- herói ( nos quadrinhos ,aliás, Thor, tal como Hunt, comporta-se como um playboy clássico)Hemsworth convence no papel, sobretudo nas cenas que mostram o fervor e a arrogância típicos de um campeão de peito estufado. O australiano fica apagado ,porém, quando atua ao lado do hispano-alemão Daniel Brühl, intérprete de Niki Lauda.

 

Brühl, cuja carreira já vinha decolando em filmes como Adeus, Lênin!(2003), Edukators (2004)e Bastardos Inglórios(2009), tem aqui a chance de se consolidar em Hollywood. É  admirável  sua transformação o sotaque, a fala ríspida, o olhar incisivo e o andar decidido do piloto austríaco. Que toma o filme  se assalto com o acidente do Grande Prêmio de Nürburgring, na Alemanha , e , depois ,com as cenas que mostram sua pungente recuperação . Brühl é de uma convicção assustadora na passagem mais intensa de Rush: recém-saído de um coma, ainda enfrentando procedimentos médicos invasivos, e apenas seis semanas depois de bater o carro a quase 300 quilômetros por hora, Lauda coloca novamente seu capacete pelas queimaduras e pelos ferimentos na cabeça. Um desafio heroico que ele só venceu por força de crescente raiva que sentia ao ver, pela TV ,seu petulante arquirrival vencendo corrida após corrida. O próprio Laudadiz que aqui o filme é fiel aos fatos: “Ter um antagonista foi o que me fortaleceu”. Esse é o eixo dramático de Rush: a rivalidade com um desafiante de peso torna-se o grande incentivo à grandeza.

 

Rush ainda ganha o público na maneira excitante com que retrata os GPs ,crédito do exímio trabalho do diretor de fotografia inglês Anthony Dod Mantle, conhecido por Quem Quer ser um Milionário?(2008) e 127 Horas(2010).Mantle instalou câmeras nos carros, nos capacetes de pilotos e em helicópteros para criar tomadas eletrizantes.  O diretor Ron Howard explicou o que buscava nas corridas: “Um filme de Fórmula 1, esporte no qual se dirige constantemente em uma mesma trajetória, pode ser chato para quem não é fã. Por isso fizemos recortes para mostrar, pelos olhos dos pilotos, a aventura que era encarar um GP na década de 70, quando morrer na pista era comum”.

 

Por vezes, o filme excede-se no esforço de romantizar os pilotos, retratados como aventureiros dotados de uma coragem que beira a loucura. Mas Howard considera que isso é indispensável para atrair o público americano para este que é o primeiro filme de sua carreira a ser produzido de forma independente: “Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, poucos conhecem esses personagens, ou mesmo a Fórmula  1”, disse o diretor. “Por  isso montamos o roteiro em torno da audácia desses homens , que entravam na pista sabendo que podiam não sair vivos”. O universo reconstituído em Rust é povoado por marmanjos meio imaturos, cheios de adrenalina, que realizavam no automobilismo os sonhos adolescentes de uma vida de aventura, sexo, fama e fortuna. Mas eles cultivavam rivalidades como gente grande.

 

 

 

 

 





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