Django Livre (Django Unchained)


  • desmonta a iconografia do gênero e a remonta como um western transgênico pós-moderno

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  • Godzilla

  • O grito da selva

  • A história de Elsa

  • Os Implacáveis Krays

  • O Violino

  • Inferno Branco (inferno abaixo de zero)

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Imagem de

Django Livre-Questin Tarantino, 2012

(Django Unchained)

 

Oitavo longa-metragem de Questin Tarantino e seu primeiro western, Django livre é um filme de estirpe, provocativo e vigoroso, que rendeu ao seu diretor um grande sucesso de crítica e de público. Tributo apaixonado e caracteristicamente erudito ao gênero, Django livre combina elementos de western spaghetti europeu – em especial a desolação dos filmes de caubói de Sergio Corbucci – com os viés politizando da blaxploitation da década de 1970.

       Passado, quase todo, no Sul dos Estados Unidos anterior à Guerra Civil, o filme traz Jamie Fox como Django, um escravo libertado pelo caçador de recompensas alemão Dr. King (Christoph Waltz) para ajudá-lo a pegar três assassinos procurados – que descobrem trabalhando na fazenda de propriedade de um chefe local da Ku Klux Klan (Don Johnson escondido atrás de um vasto bigode). No caminho até lá, Django fala a king e sua esposa Broomhilda (Kerry Washington), de quem foi separado, mas que deseja recuperar. Inspirado por nome tão germânico e pelo conto de fadas que ele lhe traz à mente, King concorda em acompanhar Django à fazenda de Calvin Candie, um sádico plantador de algodão (Leonardo DiCaprio) do Mississippi que é o atual proprietário de sua esposa. Ao longo do caminho não faltam tiroteios, lutas de escravos e momentos de suspense a lembrar à plateia que Tarantino é tão talentoso e sofisticado como diretor quanto como roteirista.

       Django Livre não escapou de críticas por abordar o tema da escravidão nos Estados Unidos como um sangrento western de vingança. Não obstante, seu retrato implacável e sem retoques daqueles tempos brutais consegue pôr o dedo na ferida: Tarantino diz, não sem razão, que o filme ajudou a estimular o debate sobre a escravidão e a segregação racial. Inventivamente violento, pródigo em diálogos cortantes e grandes desempenhos, Django livre é o mais longo filme de Tarantino, um projeto ambicioso cujas exigências épicas ele maneja com audácia e maestria. EL

 

“Em Django, Tarantino desmonta a iconografia do gênero e a remonta como um western transgênico pós-moderno” Matt Glasby, Total Film, 2012





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