A Filha Do Pai


A FILHA DO PAI(La Fille Du Puisatier, França, 2011. Europa)

 

·        Pascal vive de cavar poços, é viúvo e tem seis filhas, sendo Patrícia (Astrid Bergès-Frisbey, fraquinha), de 18 anos, sua preferida – uma moça meiga, casta, instruída e linda o bastante para virar a cabeça não só do bonachão Felipe (Kad Merad), empregado de Pascal, como do rapaz rico do vilarejo, Jacques (Nicolas Duvauchelle), que pilota aviões e motocicletas e fuma cigarros com panache gaulesa. O pai aprova as pretensões de Felipe de se casar com Patrícia, mas ignora que, nos seus passeios com a menina pelas paisagens de beleza impossível da Provença, Jacques já fez graves avanços contra a honra dela. Quando o dândi é chamado à guerra, em 1914, Patrícia fica sozinha com um daqueles segredos que, em nove meses, se tornam irremediavelmente públicos. É a partir daí que o filme dirigido pelo ator Daniel Auteuil (que faz Pascal com a competência habitual) chega ao melhor: o parceiro repudia a filha e manda-a embora – mas seus instintos de galinha choca acabam levando a melhor. É brando e sentimental como o filme de 1940 do diretor Marcel Pagnol que lhe deu origem, e igualmente agradável.





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