Um Conto Chinês


  • Um Conto da China

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 HISTÓRIA DO CINEMA ARGENTIN0 A origem da nação argentina,começou com a colonização pelos espanhóis no século XVI e inspirados nas revoluçoes americanas (1776) e francesas (1789) ,os chefes crioulos(brancos nascidos nas América espanhola)reuniram-se e organizaram um movimento de emancipação e independência,liderados por Jose San Martin (1816)

O cinema argentino esta se tornando sinônimo de qualidade.Compare cinema argentino x cinema brasileiro:quando Maradona humilha Pele.

Filmes como:

O Segredo dos seus Olhos (2009); O Filho da Noiva (2001), Diretor Juan José Campanella(Com o ator  RICARDO DARIN que prometeu tirar a roupa no Obelisco se o filme O SEGREDO DOS SEUS OLHOS, ganhasse o Oscar,não sei se cumpriu)

  • Nove Rainhas(2000)
  • Abutres (2010), Diretor Pablo Trapero;
  • Medianeras, Buenos Aires na era do amor virtual (2011), Diretor Gustavo Taretto;
  • Um Conto Chinês (2011), Diretor Sebastian Borenztein;
  • A Janela (2008), Diretor Carlos Sorín.

São alguns dos bons filmes da nova safra. A qualidade do cinema argentino, começa por uma política de incentivo, que destina 10% da bilheteria dos cinemas, 10% sobre o aluguel e venda de DVDs em locadoras, 25% da renda do rádio e TV para um “Fundo de Produção Áudio Visual” criado pelo INCAA (Instituto Nacional de Cine y Artes Áudio Visuales), desde 1994. Os 1° passos do cinema argentino foram em 1896 à 1900 com a importação de câmeras francesas (Teatro Odeon) Obs.a introdução do tango e do bandoneon foi na década de 30 A proliferação de Escolas e Cursos Superiores de Cinema (inclusive noturnos), também contribuiu muito para esta evolução.

O cinema é uma indústria e a distribuição é fundamental. O cinema argentino consegue colocar seus filmes em pacotes de grandes distribuidoras, o país tem festivais próprios, entra nos festivais do exterior e coloca-se na vitrine, tanto que já ganhou 2 oscares de filme estrangeiro (enquanto o Brasil não ganhou nenhum, apenas uma indicação com Central do Brasil de Fernando Meirelles) e tiveram 6 indicações: São eles:

  •  A Trégua – 1974
  •  Camila – 1984
  • A História Oficial (Luis Poenzo) – 1985
  • Tango – 1998
  • O Filho da Noiva – 2001
  • O Segredo dos seus Olhos – (Juan José Campanella).

A Lei de incentivo ao cinema Argentino obriga as salas de cinema, estrear um filme nacional à cada trimestre.

O roteiro é o forte dos argentinos, enquanto no Brasil não há investimento neste setor e partem do pressuposto de que o roteiro já está feito.O argentino tem um roteiro universal,no caso MEDIANEIRAS,BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR,uma verdadeira fabula da solidao

Os roteiristas argentinos vão se especializar no exterior, há grande investimento neste setor. No Brasil tem dois problemas: 1° -fazer cinema como se faz novela, nos padrões da Globo; 2°- usar o formato de Hollywood para fazer algo ainda pior (filmes pretensiosos,tipo novelão) chanchada ou melodrama Outra coisa importante a salientar é a cultura do povo argentino, é uma questão de formação. De uma maneira geral, nossos textos não tem a mesma qualidade, e isto se reflete nos roteiros.A Argentina mostra normalmente a decadência do pais,enquanto no Brasil,mostramos as favelas

Entre os brasileiros podemos destacar os diretores Walter Salles e Fernando Meirelles, que por ter melhores condições financeiras conseguem bancar, tanto sua formação quanto grande parte das despesas dos próprios filmes. A melhor época do cinema brasileiro fora os anos 60 (Cinema Novo – Glauber Rocha e Joaquim Pedro). O cinema sobrevivia de empréstimos bancários (¨comendo sanduíche e empenhando as calças¨). Consta que nenhuma produtor ou diretor do Cinema Novo ficou devendo à bancos e que foi a época mais rica do cinema brasileiro.

24/03/1976 até 1983 – Início da Ditadura

Filmografia sobre esta época:

Botin de Guerra – (2000) – Botim era o nome dado à invasão domiciliar seguido de roubo de bens valiosos, inclusive bebês, que após eram adotados extra-oficialmente e as escondidas para famílias de oficiais das forças armadas. Diretor David Blaustein.

Kamchatka – (2002) – Lembranças de uma criança de 10 anos durante a ditadura argentina da década de 70, na qual sua família é obrigada a esconder-se para não ser preso. Diretor Marcelo Piñeyro com Ricardo Darín.

A História Oficial – (1958) – O filme que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, também fala sobre os horrores da ditadura. Foi o 1° filme feito após a queda de Leopoldo Galtieri. A manifestação das “Mães na Praça de Maio” que aparece no filme realmente acontecem. Diretor Luiz Poenzo.

Em 1994, após a criação do INCAA (Instituto Nacional de Cine y Artes Áudio Visuales,1957), já comentado, a filmografia argentina tomou um novo rumo. Os cineastas independentes, conseguem financiamentos através de uma comissão que seleciona os filmes, é um incentivo aos novos cineastas.Me lembro,quando jovem,despontar o primeiro diretor importante,LEOPOLDO TORRE NILSSEL

Festivais de cinema locais: Festival de Mar Del Plata; Festival Independente de Buenos Aires (BAFICI).

Hoje os filmes argentinos tem lugar garantido nos circuitos de arte do mundo inteiro. (Berlim, Cannes, San Sebastian, Veneza).

Juan José Campanella – Diretor mais comercial ,“O Filho da Noiva”, “Clube da Lua”, os dois com Ricardo Darín o ator do nosso filme de hoje.

Lucrécia Martel – Diretora mais “Cult” e “de arte” , alternativo,O Pântano” (2001)  ,“A Menina Santa” (2004).

Três palavras vem a mente quando se fala de Cinema Argentino: PRÊMIOS, TALENTO E CRIATIVIDADE.





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