Spartacus


GRANDES FILMES DA MINHA VIDA

Grandes filmes que escolho entre os 100 maiores (mesmo após inúmeras revisões).

 

2 - SPARTACUS (1960) - Nota: 9,5

 

Comecei a guardá-lo no coração para sempre, quando era adolescente, início dos anos 60, num domingo, sessão da tarde, Cinema Municipal, Santo Ângelo, e nunca mais consegui esquece-lo.

Como Elvis Presley (que um dia será tema de comentário), Spartacus me fez descobrir a minha própria adolescência; a cena da escrava Varinia com Spartacus cobrindo-a com suas vestimentas de gladiador, é de uma ternura sem precedentes. Stanley Kubrick injetou uma dose certa de liberdade com cenas de batalhas grandiosas e inigualáveis.

A cena final é de correr lágrimas, de correr lágrimas novamente, para sempre, mesmo ao revê-lo, quando Varinia (a inesquecível Jean Simmons) leva o filho para Spartacus conhecer.

È uma das cenas mais tocantes do cinema. Para mim, junto com o Iluminado, as obras primas definitivas de Stanley Kubrick..

 

O primeiro diretor deste épico, Anthony Mann, foi dispensado pelo astro Kirk Douglas pouco depois do início das filmagens, embora algumas das cenas que ele filmou no deserto tenham sido mantidas na fita. Coube a Stanley Kubrick, antes de 2001, Uma Odisséia no Espaço, a tarefa de dar vida à história de Howard Fast sobre uma rebelião de escravos na Roma antiga. Tarefa que cumpriu com brilho, combinando cenas que tratam de disputas de poder no Senado com outras que exploram os sentimentos de fraternidade existentes entre os escravos.

Spartacus (Douglas) é o escravo que está no centro dos acontecimentos, que inspira outros como ele a se rebelarem contra os opressores. Entre ao rebeldes está o jovem Antoninus (Tony Curtis), o favorito do romano Marcus Crassus (Laurence Olivier), que não fica nada satisfeito com a debandada do garotão. Quando o filme foi restaurado 30 anos mais tarde depois de ter sido lançado, foi-lhe acrescentada uma cena nos banhos que esclarece um pouco sobre o relacionamento entre senhor e escravo e que tinha sido cortada em 1960 por conta das referências homossexuais. Anthony Hopkins dublou os diálogos perdidos do falecido Olivier.

Kubrick encena a revolta dos escravos e as seqüências de batalha de forma brilhante, mas a maior surpresa para um diretor que não prima pelas cenas emocionais é a forma como filma os últimos e comoventes minutos do filme, quando Varinia (Jean Simmons), a amada de Spartacus, segura seu filho para que ele possa vê-lo antes de morrer crucificado ao lado de seus seguidores. Soberbo.

 

  





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