Livro: O Filme de Faroeste Assunto: O Estranho Sem Nome


capa do livro

Gênero: Faroeste

Resenha

Inaugurando a sessão de livros no link, vão todas as capas com o respectivo título, relacionados com a nossa filmoteca e será comentado um ou mais artigos de cada livro, e o primeiro filme é de Clint Eastwood, que já foi visto por nós na década de 70 e uma nova revisão atual, quase 40 anos após – O Estranho Sem Nome (High Plains Drifter) citado no livro de Guido Bilharinho, o Filme de Faroeste e 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, de Steven Jay Schneider, que é muito oportuno. Complementando, 40 anos após, podemos dizer que a narrativa estranha de um Western em agonia no cinema americano, continua com suas qualidades, embora tenha perdido aquele impacto de mistura com terror, influencia de Sergio Leone, ambiente todo pintado de vermelho na cidade de Lago. As imagens e sua concatenação não fogem ao convencionalismo do gênero, mas revelam-se competentes, amplas, belas e límpidas, como necessário. Finalmente o que diz o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer.

O ESTRANHO SEM NOME O segundo filme de Clint Eastwood como diretor e ator principal (após Perversa paixão) transfere sua persona de western spaghetti para um conto moral gótico americano. Um homem errante a cavalo, a barba por fazer, surge de dentro da névoa do deserto em Lago. Nessa cidade, em tempos passados, os habitantes olharam, sem nada fazer, um xerife ser chicoteado até a morte. Em uma retomada surreal de Matar ou morrer, imploram a Eastwood – que poderia ser o espírito do homem assassinado ou, numa interpretação mais banal, seu irmão – que enfrente três fora-da-lei recém-libertados da cadeia e de retorno para uma vingança violenta. O homem misterioso demonstra os seus poderes não só exibindo a maestria no manejo de armas e a violência que se esperava de qualquer anti-herói de filmes de caubói em torno de 1972, mas também forçando todos os cidadãos a participarem de uma fiesta estranha. Essa envolve, entre outras coisas, eleger um anão como xerife e prefeito ao mesmo tempo, literalmente pintar toda a cidade de vermelho e trocar seu nome para “Inferno”. Lembrando o slogan do Vietnã – “destruímos a aldeia para salvá-la” -, o estrangeiro finalmente incendeia a cidade. Tendo como possíveis fontes tanto Luis Buñuel quanto Sergio Leone, é um filme engraçado, brutal, assustador e atrevidamente esquisito em sua mistura de faroeste e temas de terror, filmado sob a perspectiva de uma auto-análise ácida.



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